Dez anos depois da estreia, 11.22.63 continua sendo uma daquelas séries que a galera descobre tarde demais e lamenta não ter assistido antes. A minissérie de oito episódios baseada no romance de Stephen King chegou à Netflix em janeiro de 2026 e, de repente, todo mundo voltou a falar dela ao mesmo tempo.

A história acompanha Jake Epping, um professor do ensino médio comum que, graças a um amigo, descobre um buraco no tempo que leva direto para 1960. A missão é ambiciosa: voltar ao passado e impedir o assassinato do presidente John F. Kennedy em 22 de novembro de 1963. Simples assim — ou não. O passado não facilita as coisas pra ninguém que tente mexer nele.

James Franco está no papel de Jake, e é uma das melhores atuações da carreira dele na televisão. A produção foi bancada por J.J. Abrams, o que já diz muito sobre o nível de capricho técnico envolvido. A reconstituição dos anos 60 é impecável, e a tensão vai crescendo episódio a episódio sem aquela sensação de enrolação que algumas produções do gênero sofrem.

A série já tinha 83% de aprovação no Rotten Tomatoes quando estreou originalmente no Hulu em fevereiro de 2016. Saiu da plataforma em 2024, ficou um tempo no Tubi, e agora voltou pra um serviço de peso. Com esse histórico, é a definição de maratona de fim de semana.

O timing da redescoberta não é por acaso. Em novembro de 2026 chega aos cinemas November 1963, filme estrelado por John Travolta e dirigido por Roland Joffé, que também gira em torno do assassinato de Kennedy. Com dois projetos sobre o mesmo evento histórico ocupando o calendário ao mesmo tempo, a minissérie de King virou a entrada perfeita pro assunto — e vale cada um dos oito episódios.