A Battlefield Studios resolveu se pronunciar depois que a galera começou a acusar o estúdio de usar inteligência artificial pra fazer os cosméticos da Temporada 5 de Battlefield 6. E olha, a polêmica não é pouca coisa.
Tudo começou quando os jogadores repararam numa tarja de braço na skin do personagem McNeil escrita "SECUTY" em vez de "SECURITY". Sim, faltou o "RI" bem no meio da palavra. Ao mesmo tempo, outra skin, a Midnight Mirage, apareceu com um operador carregando nada menos que cinco pistolas idênticas no corpo, uma na coxa e quatro espalhadas pelo peito. A combinação dos dois problemas na mesma leva de itens fez a comunidade cair matando, com memes e acusações de que a EA estaria usando IA generativa pra criar os visuais sem nenhum controle de qualidade.
A resposta oficial veio pela conta Battlefield Comms no X. O estúdio reconheceu que viu as críticas e disse que já tem uma correção programada pra Fase 2 da Temporada 5, que vai arrumar o erro de digitação na farda do McNeil. "Primeiro, vamos falar do typo 'Secuty' nas tarjas do personagem McNeil", escreveu o estúdio. "Uma atualização de correção já está planejada para o lançamento da Fase 2 da Temporada 5."
Já a skin das cinco pistolas é outra história. Segundo a equipe, aquilo não foi acidente nenhum. O visual é descrito como um "conceito criativo intencional" e "uma referência aos clichês exagerados de filmes de ação, onde um agente inexplicavelmente carrega mais uma arma reserva em cada centímetro livre do equipamento". Ou seja, pra EA, é estética de filme pipoca old school, não é resultado de IA bugada.
Mesmo assim, o estúdio admitiu que a timing não ajudou nada. "Dito isso, entendemos como isso pode parecer não intencional quando lançado junto com outras anomalias cosméticas", completou a equipe.
Vale lembrar que essa não é a primeira vez que Battlefield 6 enfrenta esse tipo de acusação. Lá atrás, jogadores já tinham notado um adesivo com um fuzil M4A1 de dois canos no pacote "Bitter Wind", além de uma skin com máscara que lembrava muito a arte de Call of Duty: Ghosts. A Dice, estúdio responsável pelo jogo, chegou a garantir em entrevista à BBC que IA generativa não entraria na versão final do jogo, só nas etapas de planejamento. Com episódios desse tipo se repetindo, dá pra entender por que a galera ficou de pé atrás outra vez.



