Cara, o Brasil resolveu meter a cara pra cima da pirataria de vez. A Federação da Indústria Audiovisual e Comércio, a FICA, anunciou durante o RioMarket, o braço de negócios do Festival do Rio, que vai lançar no fim de outubro uma campanha nacional de conscientização contra a pirataria.

A ideia é bombar em vários lugares ao mesmo tempo. A campanha vai rodar em TV aberta, TV paga, rádio, mídia OOH, aquela publicidade de rua e outdoor, e até nas telonas de cinema.

Emissoras, operadoras de telecom e redes de exibição locais toparam entrar na jogada cedendo espaço publicitário de graça pra campanha circular. Quem bolou a peça, também sem cobrar nada, foi a agência 11:21. O CEO da agência, Gustavo Bastos, contou que o plano é começar em São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, os três estados mais populosos do país, pra depois expandir pro Brasil inteiro.

A presidente da FICA, Walkiria Barbosa, foi direta sobre o tamanho do problema. Segundo ela, o roubo de propriedade intelectual é uma questão que precisa ser enfrentada no mundo todo, e o prejuízo financeiro é gigante, afetando toda a cadeia da indústria audiovisual. Ela também bateu numa tecla importante: muita gente nem percebe o estrago que causa ao usar, por exemplo, uma TV box pirata no dia a dia.

Barbosa comemorou ter conseguido juntar parceiros grandes pra finalmente tirar essa campanha do papel depois de tanto tempo de articulação.

Não é a primeira cartada do país contra os piratas. A Operação 404, ligada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, já derruba sites, aplicativos de IPTV e perfis de redes sociais ligados à pirataria desde que foi lançada, somando várias fases de bloqueio e apreensão. Agora a FICA aposta numa frente diferente, mirando direto no consumidor que nem sempre entende o tamanho do problema que tá do outro lado da tela.