A história da Bungie nos últimos anos poderia ter sido completamente diferente. O jornalista Jason Schreier, da Bloomberg, revelou em um vídeo recente no YouTube que o estúdio chegou a ter entre cinco e seis projetos rodando ao mesmo tempo antes, durante e depois de ser adquirido pela Sony por US$ 3,6 bilhões.

Segundo Schreier, esse portfólio gigante era exatamente o que atraiu a Sony no negócio. A ideia era clara: a gigante japonesa queria usar a Bungie como trampolim para dominar o mercado de jogos como serviço, um segmento que ela sempre olhou com cobiça. Além de Destiny 2, que seguia como o grande projeto contínuo do estúdio, havia uma série de outras produções voltadas ao modelo live-service esperando pra sair do forno.

O problema foi que a maioria nunca saiu. Schreier não detalhou publicamente todos os títulos, mas outros levantamentos ajudam a montar o quebra-cabeça. Na lista aparecem nomes como Matter, um novo IP misterioso cancelado ainda em 2020, o Project Sunspot, spin-off de Destiny cancelado em 2023, o Project Payback, um third-person inspirado em Warframe e Genshin Impact que foi cortado em 2024, e o Project Gummy Bears, que sobreviveu à reestruturação sendo transferido para dentro da própria Sony. Do portfólio inteiro, só o Destiny: Rising, spin-off mobile desenvolvido com a NetEase, e o Marathon chegaram de fato às mãos dos jogadores.

O Marathon, aliás, virou o centro da estratégia atual do estúdio, mesmo com uma recepção morna desde o lançamento em 2026. A Bungie tem testado ajustes no jogo, incluindo um modo PvE experimental chamado Vault Breaker que chegou a gerar um aumento temporário de jogadores. Mas o cenário ainda é delicado: as atualizações de Destiny 2 foram encerradas, o game director Joe Ziegler deixou o estúdio, e a empresa que um dia prometia inundar o mercado com live-service games chegou ao presente bem mais enxuta do que qualquer um esperava.

A revelação de Schreier joga luz em um dos capítulos mais turbulentos da indústria recente. A Sony apostou pesado num estúdio que tinha ambição de sobra, mas a execução não acompanhou o tamanho dos planos.