Overman chega aos cinemas brasileiros nesta quinta, dia 22, e Caco Ciocler resolveu abrir o jogo sobre os bastidores dessa produção que não é nada fácil de classificar. O ator, que vive o super-herói falido e cheio de vícios criado por Laerte, contou ao Omelete que o momento de vestir o figurino do personagem pela primeira vez foi bem mais intenso do que imaginava.
Segundo Ciocler, a equipe imaginava um tom mais cinematográfico para o filme, mas a roupa mudou tudo. Caco Ciocler contou que o figurino chegou e foi "assustador, em um primeiro momento", porque a equipe achava que o filme teria um tom mais contido, e a roupa trouxe uma presença física totalmente diferente.
O ator explicou que o próprio processo de atuação virou parte do tema do filme. Ele disse que, assistindo ao longa fora de ordem cronológica, consegue reconhecer exatamente as cenas em que ainda não tinha encontrado o personagem, já que Overman acha que precisa agir de um certo jeito, mas não é bem assim, e essa busca constante do ator pelo tom certo acabou virando o próprio assunto do filme.
Para dar conta dessas descobertas durante as gravações, Ciocler credita o trabalho do diretor Tomás Portella e da produtora Iafa Britz, que identificaram os pontos do roteiro que precisavam de ajuste no meio do processo.
O filme acompanha um Overman decadente, desempregado e enfrentando uma crise existencial, que vê a chance de recuperar seu prestígio quando o Governador, vivido por Otavio Muller, o convida para trabalhar na Secretaria de Segurança Pública. O problema é que ele passa a dividir a cena com Pâmela, a Mulher Cachorro, interpretada por Karina Ramil, que rapidamente mostra ser mais competente e admirada do que ele, jogando o herói numa crise de autoestima e masculinidade tóxica.
Baseado nas tirinhas que Laerte publicava na Folha de S.Paulo desde 1998, Overman: O Filme teve sua pré-estreia mundial na mostra Midnight Movies do Festival do Rio antes de chegar ao circuito comercial em todo o país.



