Sem anúncio, sem data, sem trailer. Call of Duty: Black Ops e Call of Duty: Black Ops 2 simplesmente apareceram na PSN para PS4 e PS5. A Treyarch havia confirmado os ports em 17 de junho, mas sem especificar quando chegariam — e eles chegaram de surpresa, em julho, desenvolvidos pela Iron Galaxy em parceria com a Activision.
Os dois jogos chegam completos: campanha, multiplayer e modo zumbi. E os servidores foram renovados — quem tentou jogar Black Ops no PC nos últimos anos sabe o quanto isso era necessário.
Mas não vieram com melhorias
Aqui é onde a coisa complica. Segundo o Charlie Intel, os dois ports chegaram sem qualquer aprimoramento gráfico, seja no PS4 ou no PS5. Sem modo 120fps, sem campo de visão ajustável, sem melhorias visuais. Na prática, você está comprando as mesmas versões que existiam no PS3, rodando em hardware moderno com servidores novos.
As DLCs, que incluem mapas adicionais e mais conteúdo de Zumbis, também não estão inclusas — são vendidas separadamente.
O preço incomoda
Cada jogo custa R$ 174,90 na PSN. Não há pacote com os dois juntos. Assinantes do PS Plus têm desconto de 50%, saindo por R$ 87,45 cada um — mas apenas até 6 de agosto.
Para muita gente, pagar esse valor por um port sem melhorias de um jogo de 2010 ou 2012 parece exagero. A comunidade não recebeu bem o preço.
Por que ainda vale a pena
Apesar das críticas ao preço e à falta de upgrades visuais, tem um motivo concreto para dar uma chance: os servidores estão funcionando e, por enquanto, livres de hackers. Quem jogou Black Ops ou Black Ops 2 no PC nos últimos anos sabe que isso é um milagre — os servidores originais estavam completamente tomados. Jogar os clássicos com partidas funcionando é, em si, uma novidade.
O contexto
Black Ops e Black Ops 2 nunca tiveram versões para PS4 e PS5. No Xbox e PC, os jogadores tinham acesso via retrocompatibilidade há anos — os donos de PlayStation ficaram de fora. Isso muda agora, ainda que de forma imperfeita.



