Noah Centineo resolveu jogar limpo antes mesmo da estreia de Street Fighter. Em entrevista ao Omelete, o ator que vive o Ken Masters no novo live-action da Capcom cravou que, se a galera que manja da franquia não curtir o filme, a produção merece sim levar pancada da crítica.
A frase que resume o clima é direta. Noah Centineo disse que, caso o longa falhe em agradar quem joga Street Fighter há anos, a equipe toda merece ser absolutamente crucificada nas críticas dos fãs.
O ator contou que cresceu jogando Street Fighter II no fliperama com os primos e que ficou surreal quando a Legendary o chamou pra viver o Ken. Ele também deixou claro qual foi a bússola do time de produção durante as filmagens. Para Centineo, o filme foi feito pensando em quem ama o jogo, conhece os personagens e os níveis secretos, recheado de easter eggs para esse público específico.
Em outra entrevista, ao podcast Happy Sad Confused, Centineo reforçou o discurso e admitiu que o filme é uma loucura total, no bom sentido, mas que qualquer fã mais exigente pode perfeitamente colocar os óculos de crítico e detonar tudo. Ele ainda contou que o profissional de segurança responsável pela chave digital do material promocional, contratado pela Paramount, se emocionou ao assistir ao filme antes da versão final, e usou esse momento como prova de que a aposta na nostalgia valeu a pena.
Só que a profecia de Centineo já está sendo testada na prática. Street Fighter estreou nos cinemas brasileiros nesta quinta-feira, 15 de outubro, e as primeiras críticas especializadas chegaram longe de ser unânimes. A crítica do próprio Omelete apontou que o longa desperdiça boas ideias com um filme bagunçado e sem uma luta memorável, com montagem apressada e personagens demais disputando espaço de tela. Já o Hollywood Reporter descreveu a experiência como uma overdose de fan service com poucas ideias realmente novas, deixando tanto fãs quanto curiosos meio insatisfeitos.
O filme é dirigido por Kitao Sakurai e reúne um elenco gigantesco, com Andrew Koji como Ryu, Callina Liang como Chun-Li, Jason Momoa como Blanka, Cody Rhodes como Guile e até o lutador Roman Reigns no papel do Akuma. A trama se passa em 1993 e acompanha Ryu e Ken sendo recrutados por Chun-Li para o World Warrior Tournament, torneio que esconde uma conspiração mortal por trás das lutas.
De qualquer forma, Centineo deixou sua parte feita: avisou que, se o filme não funcionar para quem realmente entende do assunto, a responsabilidade é da produção. Resta saber se o público brasileiro vai bater junto com parte da crítica internacional ou se vai sair do cinema satisfeito com a dose de nostalgia old school prometida pelo elenco.



