A galera que acompanha rumores de hardware já sabe: a Valve está trabalhando numa Steam Deck 2, só que travada esperando um chip que realmente entregue aquele salto geracional de verdade. E agora apareceu uma pista concreta que animou todo mundo que fica de olho nesse tipo de vazamento.
Tudo começou com um nome de código escondido em arquivos de driver da AMD. O codinome "Gainsborough" apareceu em arquivos que acompanham o AMD Software Adrenalin Edition 26.9.2, um driver lançado no fim de setembro. Pouco depois, um leaker chamado Olrak29 encontrou um documento de importação e exportação que ligava esse mesmo codinome a uma designação de soquete batizada de FF6.
A conexão com Final Fantasy VII não é força de expressão, é literal. O chip original da Steam Deck já era conhecido nos bastidores como Aerith, e a versão que foi pro modelo OLED ganhou o nome de Sephiroth. Gainsborough é justamente o sobrenome de Aerith Gainsborough, a personagem do clássico da Square Enix. Ou seja, a AMD parece estar seguindo o mesmo padrão de nomenclatura usado desde o lançamento do portátil original.
Agora o assunto ganhou um capítulo novo com a descoberta de resultados de benchmark na OpenBenchmarking, site que hospeda pontuações do Phoronix Test Suite. Lá apareceu um processador identificado como AMD 100-000001930-12_Y, rodando numa placa-mãe batizada de GBR-FF6-SKT. A CPU tem seis núcleos e doze threads, acompanhada de 24GB de memória LPDDR5-9600, rodando a 2,4 GHz.
Pra efeito de comparação, a Steam Deck OLED atual vem com apenas quatro núcleos e oito threads, além de 16GB de memória LPDDR5-6400. Então, no papel, já dá pra ver um salto relevante em núcleos e memória disponível.
No teste de FurMark, o suposto Gainsborough cravou 3.508 pontos, contra 3.323 pontos da Steam Deck OLED. Só que esse comparativo não é tão simples assim: o chip novo foi testado numa resolução de 1024x768, enquanto o teste da Deck atual rodou em 1280x800, resolução maior. Isso explica por que a diferença parece pequena à primeira vista.
Vale lembrar que essa é uma amostra de engenharia, rodando com drivers ainda bem crus e frequências provavelmente reduzidas. Isso significa que o desempenho final, quando (e se) o chip chegar num produto de verdade, tende a ser bem superior ao que apareceu nesse teste isolado.
Os rumores em torno do Gainsborough apontam pra um projeto semicustomizado fabricado no processo N3P de 3nm da TSMC, combinando núcleos Zen 6 ou Zen 6C com gráficos RDNA 5, com algo entre 12 e 24 unidades de computação. Isso representaria um avanço de dois nós inteiros de fabricação em relação ao silício Van Gogh de 7nm usado na Steam Deck original.
Até agora, nem a Valve nem a AMD confirmaram oficialmente que esse chip é destinado à Steam Deck 2. A empresa já disse publicamente que só vai lançar uma sequência do portátil quando existir ganho de desempenho significativo o suficiente pra justificar a troca, sem sacrificar a autonomia de bateria que fez o sucesso do aparelho original.



