A NVIDIA prometeu que o DLSS 5 seria o grande salto da geração Blackwell. Na prática, os primeiros testes independentes mostram que a tecnologia tem um preço bem salgado — e quem paga a conta é o desempenho das placas.
A Digital Foundry passou o NBA 2K27, único jogo com suporte oficial ao DLSS 5 até agora, em toda a linha GeForce RTX 50 e os números chamaram atenção. Na RTX 5060, com configurações Ultra em Full HD, a taxa de quadros despencou de 72,8 FPS para 42,3 FPS — uma queda de mais de 40%. A placa simplesmente engasga com o recurso ativado, mesmo na resolução mais acessível da geração.
E não é só ela. A RTX 5070 registra perda de 55% de desempenho, a RTX 5080 chega a 58% a menos em 4K com ray tracing no talo, e até a RTX 5090 — a top de linha da NVIDIA — sofre uma redução de mais de 50% no framerate em 4K Ultra. O canal PC Gamer chegou a medir queda de 73% em alguns cenários específicos com a RTX 5080 em uma máquina que custa mais de 3 mil dólares.
O motivo é técnico: o DLSS 5 usa Neural Rendering guiado por IA em 3D, um processo muito mais pesado que o upscaling tradicional. A tecnologia reconstrói a iluminação da cena em tempo real, o que exige muito mais processamento por frame — e aí o frametime explode.
A boa notícia, se é que dá pra chamar assim, é que quase toda placa da linha RTX 50 consegue rodar o recurso em 1080p e manter uma média próxima de 60 FPS mesmo com tudo ativado. Mas a promessa de visual cinematográfico sem abrir mão de fluidez ainda parece bem distante da realidade pra quem tem uma placa mid-range.
A Digital Foundry reconhece o potencial visual do DLSS 5, mas deixa claro que o custo de desempenho atual é difícil de ignorar. Com apenas um jogo disponível e números assim, a tecnologia ainda tem muito chão pra percorrer antes de virar argumento de compra.



