Cara, quem diria que um documentário de quase três horas sobre a fundadora da Theranos ia dar trabalho pra um filme de terror da DC. Pois é exatamente isso que está rolando nos Estados Unidos. Tudo Pode Ser Visto, o documentário da A24 sobre Elizabeth Holmes, bateu Cara-de-Barro na bilheteria de sexta-feira e segue firme como o fenômeno inesperado do momento nos cinemas.
O filme faturou 3,56 milhões de dólares nessa sexta-feira, já na terceira semana de exibição, espalhado por 3.243 cinemas norte-americanos depois de ganhar ainda mais salas. Com esse resultado, a expectativa é fechar o fim de semana perto de 10,65 milhões de dólares. Somando tudo desde a estreia em 16 de outubro nos Estados Unidos, o documentário já passou dos 56,85 milhões de dólares em bilheteria doméstica, segundo dados da Variety.
Quem está por trás dessa loucura toda são Nathan Fielder, de The Rehearsal, e Lance Oppenheim, de Primetime. Os dois passaram mais de três anos trabalhando no projeto em segredo, acompanhando Holmes num retrato beirando o surreal cerca de um mês antes de ela começar a cumprir pena de 11 anos de prisão por fraudar investidores com a Theranos.
O negócio é tão grande que o filme já entrou pro papo de maior bilheteria de documentário em décadas, chegando perto de recordes que só Fahrenheit 9/11 e March of the Penguins tinham alcançado nesse patamar nos Estados Unidos.
No Brasil, a espera ainda vai durar um pouco. O documentário chega com o título nacional de Tudo Pode Ser Visto e estreia nos cinemas brasileiros em 26 de novembro de 2026, distribuído pela Sony Pictures. Antes disso, o filme ainda vai fechar a 50ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo.
Já Cara-de-Barro, que andou na cola do documentário durante toda essa disputa, é o primeiro filme de terror do Universo DC comandado por James Gunn, dirigido por James Watkins e estrelado por Tom Rhys Harries no papel de Matt Hagen. No Brasil o filme já estreou em 22 de outubro, um dia antes dos Estados Unidos, e seguiu rendendo bem nas bilheterias por aqui também.
A disputa segue acirrada lá fora, com os dois filmes brigando praticamente ponto a ponto nas bilheterias semana após semana. Resta saber até onde essa corrida inusitada entre um documentário sobre fraude bilionária e um vilão clássico do Batman consegue ir.



