A decisão da Sony de acabar com os discos físicos para jogos de PlayStation novos a partir de janeiro de 2028 tá longe de ser engolida quieto. A gamescom 2026 foi o primeiro grande evento do setor depois do anúncio, e os bastidores rolaram cheios de tensão.

O insider Nash Weedle foi um dos primeiros a falar sobre o que estava acontecendo em Colônia. Segundo ele, a reação do público acendeu um incêndio interno que a Sony tenta minimizar: mudanças no planejamento de marketing já estão sendo feitas por conta da repercussão negativa. E tem mais — alguns estúdios third-party teriam optado, ao menos temporariamente, por se distanciar do PlayStation por causa disso.

Quem confirmou e aprofundou o cenário foi John Linneman, do Digital Foundry. No episódio mais recente do DF Direct Weekly, ele contou que a gamescom foi a primeira chance que teve de conversar diretamente com as pessoas afetadas pela decisão. O que ele ouviu não foi animador pra Sony: "Falei com muitos desenvolvedores e pessoas de publishers, e eles estavam amplamente muito chateados. Muitas dessas empresas veem um grande retorno — na verdade a maioria — através das vendas físicas."

O ponto central do problema não atinge os grandões do mercado. Take-Two e Capcom já declararam apoio à virada digital da Sony, mas eles são exceção. A revolta maior vem dos publishers menores e boutique — aqueles que dependem pesado de edições físicas de colecionador para sobreviver. Estúdios como Limited Run Games e iam8bit são o tipo de empresa que sente esse golpe de verdade no caixa.

Apesar de toda a pressão e dos rumores de que a ascensão do Xbox poderia fazer a Sony recuar, a empresa segue firme na decisão. A fabricante japonesa não deu sinais públicos de mudança de planos até agora — o que só alimenta ainda mais a insatisfação de quem depende do disco pra fazer negócio.