Hollywood perdeu uma de suas últimas grandes lendas da era de ouro. Eva Marie Saint, vencedora do Oscar e eternizada por clássicos como Sindicato de Ladrões e Intriga Internacional, morreu nesta terça-feira (6) em sua casa em Los Angeles. Ela tinha 102 anos.

A informação foi confirmada pela assessoria da atriz, que afirmou que Eva Marie Saint morreu de causas naturais, rodeada pela família. A vida da atriz atravessou praticamente toda a história do cinema sonoro: ela nasceu em 1924, em Newark, Nova Jersey, e construiu uma carreira de mais de setenta anos passando pelo rádio, pela Broadway, pela televisão e pelo cinema.

Eva Marie Saint, estrela de Intriga Internacional, morre aos 102 anos
Imagem: Reprodução/Variety

O estrelato veio logo na primeira tentativa. Em 1954, Eva Marie Saint fez sua estreia no cinema como Edie Doyle em Sindicato de Ladrões, contracenando com Marlon Brando sob direção de Elia Kazan. A atuação, moldada pela formação rigorosa do Actors Studio, rendeu a ela o Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante logo de cara, um feito raríssimo em Hollywood.

Cinco anos depois veio o papel que a transformou em ícone pop definitivo. Em Intriga Internacional, de 1959, ela deu vida a Eve Kendall, a misteriosa dupla-agente que se envolve com o personagem de Cary Grant no clássico de suspense de Alfred Hitchcock. O filme é até hoje lembrado como um dos maiores do gênero, e a presença magnética de Eva Marie Saint foi fundamental pra isso.

A galera do universo geek também tem um motivo extra pra lembrar dela. Eva Marie Saint encarou o papel de Martha Kent, mãe adotiva do Superman, em Superman Returns, de 2006. Pra quem acompanha o legado do Homem de Aço no cinema, ela faz parte dessa linhagem de atrizes que deram vida à família Kent nas telonas.

A carreira de Eva Marie Saint ainda passou por Êxodo, de Otto Preminger, ao lado de Paul Newman, além de trabalhos premiados na televisão, incluindo um Emmy conquistado em 1990 pelo telefilme People Like Us. Mesmo depois de decidir priorizar a família a partir do final dos anos 1950, ela nunca parou de atuar de vez, aparecendo esporadicamente em séries e produções de teatro ao longo das décadas seguintes.

Eva Marie Saint deixa um legado que atravessa gerações de cinéfilos, cultivado em papéis que ajudaram a definir o que Hollywood tinha de mais sofisticado no auge do seu período clássico.