A IGN publicou uma entrevista enorme com Rob Nelson, co-chefe de estúdio da Rockstar North, e o cara não veio de mãos vazias. Antes da tal revelação que está rolando pela Netflix, o jornalista jogou 30 minutos de GTA 6 e trocou ideia com Nelson sobre como o mundo do jogo foi pensado do zero.

O papo mais suculento é sobre filosofia de design. Nelson comparou a nova GTA direto com Red Dead Redemption 2, dizendo que o mapa não foi feito pra ser um checklist de pontos turísticos, mas sim um espaço que recompensa quem simplesmente sai andando por aí sem rumo.

Quem jogou RDR2 sabe bem o que isso significa. Aquele mundo construiu a fama dele em cima de sistemas ambientes, encontros escondidos e uma sensação de que tudo continua funcionando mesmo quando o jogador não tá fazendo nada de especial. Segundo Nelson, GTA 6 segue a mesma lógica, em vez de depender de uma enxurrada de marcadores no mapa toda hora.

E tem outro detalhe que mudou bastante desde GTA V. Naquele jogo, dava pra sentir uma separação clara entre as missões da história e o caos do mundo aberto, como se fossem duas camadas diferentes do jogo. Pelo que Nelson deixou escapar, a Rockstar quer borrar essa linha de vez em GTA 6, fazendo os sistemas emergentes carregarem boa parte do peso que antes ficava só por conta das missões roteirizadas.

Isso bate direto com o que todo mundo andava especulando sobre o jogo. Dá pra apostar que a Rockstar North usou tudo que aprendeu com Red Dead Redemption 2 pra fazer o mundo de Leonida parecer vivo de um jeito que GTA V nunca alcançou, mesmo depois de tantos anos de updates.

A entrevista completa ainda não trouxe data confirmada de lançamento nem detalhes de preço no Brasil, mas o fato de a Rockstar estar liberando esse tipo de conversa aberta já mostra que o estúdio tá mais confiante em falar sobre o próprio jogo do que estava há um ano. Com a revelação pela Netflix rolando em paralelo, parece que 2026 vai ser o ano que a gente finalmente entende de verdade como Leonida vai se comportar na prática.