A polêmica em torno da ausência de disco físico em GTA 6 ganhou mais um capítulo. Strauss Zelnick, CEO da Take-Two Interactive, aproveitou a apresentação dos resultados financeiros do primeiro trimestre fiscal de 2027 da empresa para defender abertamente a decisão — e mandou o recado sem rodeios.
Segundo ele, mais de 90% dos negócios da Take-Two já acontecem no ambiente digital. Com esse número na mão, Zelnick argumentou que, especialmente no caso de um lançamento gigante como GTA 6, o disco simplesmente não faz sentido para o consumidor.
O detalhe que irritou muita gente é que GTA 6 vai ter sim uma edição física nas prateleiras das lojas — mas a caixa não vai conter nenhum disco. Em vez disso, o comprador leva pra casa um código para baixar o jogo. Ou seja, físico só na embalagem.
A reação do mercado foi imediata. Lojas como a Video Games Plus, no Canadá, e a Loot Box Gaming, nos Estados Unidos, anunciaram que não venderiam o título enquanto não existisse uma versão realmente em disco. No Brasil, a Gamer Hut adotou posição parecida, levantando questões sobre coleção, preservação e propriedade dos jogos.
Zelnick não entrou no mérito das críticas e foi mais filosófico: comparou o futuro dos discos físicos ao vinil no mercado musical. A mídia não vai desaparecer do dia pra noite, mas vai virar exceção, não regra. E deixou claro que a Sony, que anunciou o encerramento da produção de discos para PlayStation a partir de 2028, pensa da mesma forma.
GTA 6 está marcado para 19 de novembro de 2026, com preço de R$ 449,90 na edição padrão — e, por enquanto, sem nenhum disco à vista.



