A Netflix acaba de estrear Habeas Corpus, sua primeira série jurídica brasileira, e a premissa já diz tudo: professora de Direito, estudantes determinados, um jovem preso que jura ser inocente e um sistema judicial cheio de falhas esperando para ser exposto. Os oito episódios chegaram juntos na plataforma no dia 23 de setembro.
Marjorie Estiano, que o público já conhece bem do papel da doutora Carolina em Sob Pressão, assume aqui a pele de Inez, ex-advogada criminalista virada professora que decide liderar um grupo de alunos para revisar a condenação de um jovem que se diz inocente. Do lado dos estudantes, Any Gabrielly interpreta Marina, uma aluna brilhante com motivações muito mais pessoais do que aparenta — ela quer reparar uma injustiça que marcou sua própria família no passado.
A série é inspirada no trabalho do Innocence Project Brasil, organização real dedicada a revisar condenações criminais de inocentes e aprimorar o sistema de justiça. A trama usa essa base para discutir falhas no reconhecimento de suspeitos, problemas com provas e os estragos humanos que um erro judicial pode causar. Não é exatamente território novo no cinema mundial, mas é terreno que a TV brasileira raramente pisa — e com esse nível de produção.
A direção geral é de Luiz Villaça, que também assina a criação ao lado de Leonardo Moreira e Donna Oliveira. O elenco de apoio é generoso: Vladimir Brichta, Felipe Ricca, Luiza Gabus, Naruna Costa, Nicolas Lee e Tato Gabus Mendes, entre outros. As gravações aconteceram em São Paulo a partir de novembro de 2025.
Habeas Corpus chega num momento em que a Netflix Brasil vem apostando pesado em produções nacionais de gênero. Um drama jurídico com esse pedigree de elenco e uma questão central tão potente — o direito à Justiça é realmente igual para todo mundo? — tem tudo para virar conversa por um bom tempo.



