Naoki Hamaguchi, diretor da trilogia de remakes de Final Fantasy VII, acabou de soltar uma confissão daquelas que todo fã de longa data vai entender na hora. Segundo ele, segurar a trama original intacta ao longo dos três jogos sem transformar o projeto numa versão pessoal dele mesmo foi um desafio gigante.
A fala saiu numa entrevista à revista Edge, edição 429, onde Hamaguchi comentou como será o fechamento da história em Final Fantasy VII Revelation, nome oficial do terceiro e último capítulo da trilogia. Segundo o diretor, toda a estrutura da trama já tinha sido planejada lá no início do desenvolvimento, mesmo que detalhes tenham sido adicionados conforme cada jogo foi sendo produzido.
Ele foi direto ao afirmar que o time nunca mudou o núcleo da história por causa da reação dos fãs a cada lançamento. A ideia sempre foi manter o tema central estabelecido desde o primeiro Remake, sem deixar a pressão externa interferir nas decisões criativas.
Quando perguntado se a introdução de personagens novos e pontos de virada na trama, incluindo as famosas linhas temporais alternativas, dificultou fechar tudo de forma satisfatória, Hamaguchi admitiu que não foi fácil. Pra ele, era essencial garantir que o final fizesse sentido, mesmo com a tentação de mexer ainda mais nos rumos da narrativa.
Em outras falas sobre o mesmo tema, o diretor reforçou que o verdadeiro desafio nunca foi simplesmente encaixar elementos diferentes do jogo original de 1997 ou trazer interpretações novas. O que pesava de verdade era ficar se perguntando o tempo todo se aquilo que estavam criando ainda podia ser chamado de FF7R.
Vale lembrar que a trilogia começou em 2020 com Final Fantasy VII Remake, seguiu em 2024 com Final Fantasy VII Rebirth e agora caminha pro desfecho com Final Fantasy VII Revelation, que chega em 8 de abril de 2027 simultaneamente para PS5, PC, Nintendo Switch 2 e Xbox Series. Depois de anos acompanhando Cloud e a turma reconstruindo pedaço por pedaço essa história clássica, a pressão pra entregar um final à altura claramente não é pouca.



