Breath of the Wild saiu em 2017 e a galera ainda não largou. O jogo é do tipo que cada playthrough vira uma experiência diferente — e a comunidade percebeu isso faz tempo, criando desafios que transformam completamente a forma de jogar.
A Polygon reuniu 12 ideias de challenge runs pra quem já zerou o jogo e quer uma razão nova pra voltar pra Hyrule. E olha, algumas delas são sérias, outras são loucura pura.
Um dos desafios mais famosos da comunidade é o BotW Nuzlocke, popularizado pelo criador SmallAnt. A ideia vem dos runs de Pokémon: cada arma só pode ser usada uma vez, você não pode fugir de nenhuma batalha se um inimigo te avistar e, se morrer, acabou — delete o save e começa do zero. Sem Espada Mestra, sem Magnetismo em combate, sem Bombas. Permadeath no modo mais brutal.
Tem também o estilo Majora's Mask, onde o jogo funciona com resets periódicos. Você define um limite de tempo ou uma condição específica, e quando bate, recomeça — carregando só o que conquistou dentro das regras. A tensão muda completamente.
O "boicote a vendedores" é outra pedida interessante: você não compra nada de nenhum comerciante durante toda a run. Nada de lojistas, nada de poções compradas, nada de flechas no varejo. Tudo que você usa precisa ser coletado no mundo. Parece simples, mas muda radicalmente a economia do jogo.
A comunidade também criou variantes mais criativas, como jogar sem aumentar nenhum coração — só stamina — o que torna cada combate uma roleta russa. Ou então o desafio de usar apenas um tipo de arma durante toda a aventura, forçando você a repensar cada batalha em Hyrule.
O que une todos esses desafios é exatamente o que faz Breath of the Wild ser especial: a liberdade de definir suas próprias regras num mundo que não te força a seguir nenhuma. Nenhuma outra entrada da série Zelda dá tanto espaço pra esse tipo de criatividade — e Tears of the Kingdom, por mais incrível que seja, herdou essa tradição diretamente.



