A RuneFest é aquele evento anual da Jagex, cheio de anúncio novo e festa pra comunidade de RuneScape. Esse ano teve recheio de sobra: quarta MMO da franquia em Unreal Engine, série animada em parceria com o MoistCr1TiKaL e muito mais. Só que um dos momentos mais esperados, o trailer de Dragon Slayer II, virou dor de cabeça pra empresa britânica.

Mal o trailer caiu na internet, a comunidade já começou a apontar detalhes estranhos nas imagens. A suspeita de uso de IA generativa pegou força rápido, e os exemplos citados pelos fãs incluem coisas clássicas de erro de inteligência artificial: mãos com seis dedos no personagem jogável, pés estranhos num esqueleto e botas de armadura com cara de tênis esportivo, tudo fora do estilo visual que o jogo costuma manter.

A repercussão foi tão rápida que o trailer saiu do ar das plataformas oficiais em menos de 24 horas depois da estreia. A Jagex abriu uma investigação urgente pra entender o que rolou nos bastidores da produção.

Em resposta inicial, a desenvolvedora reconheceu as preocupações levantadas pela comunidade e reafirmou o compromisso de nunca usar IA pra criar conteúdo dos jogos. Segundo a Jagex, o material foi produzido por um parceiro externo de confiança que já tinha garantido antes que não usaria IA generativa em nenhuma etapa do trabalho.

O problema é que essa não é a primeira vez que algo assim acontece em pouco tempo. Esse já é o segundo episódio parecido envolvendo a Jagex recentemente, o que deixa a situação ainda mais incômoda pra um estúdio que vinha batendo na tecla de que jamais teria IA em assets que o jogador toca, vê ou ouve no jogo.

Como resposta ao caso, a Jagex prometeu reformular o processo de revisão de material promocional logo depois da RuneFest, além de passar a contratar criadores da própria comunidade pra garantir que a história de Dragon Slayer II seja contada do jeito que os fãs merecem.