A novela da fusão entre a Warner Bros. Discovery e a Paramount Skydance ganhou um capítulo que vai aliviar quem acompanha de perto o universo DC. Segundo informações do The Wrap, James Gunn e Peter Safran devem permanecer como co-CEOs da DC Studios independentemente do resultado da fusão entre Paramount Skydance e Warner Bros. Discovery.
A ideia por trás disso é simples. O estúdio planeja manter a dupla no comando do universo DC, ao lado de Pam Abdy, Mike De Luca da Warner Bros. e Richard Brener da New Line, caso a transação seja aprovada. Ou seja, mudou o dono, mas o time que está tocando o barco do DCU continua o mesmo.
Isso é uma notícia e tanto porque fazia tempo que rolava especulação sobre o futuro de Gunn e Safran na Warner. As especulações sobre a saída de Gunn e Safran surgiram devido ao vencimento de seus contratos no final de 2026 ou início de 2027, e o fracasso de bilheteria de Supergirl só jogou mais lenha na fogueira, reacendendo o debate sobre fadiga do gênero de herói.
Mesmo com esse cenário, o jornalista Jeff Sneider, durante o podcast Hot Mic, comentou que a Warner Bros. Discovery já teria renovado o contrato de James Gunn para continuar trabalhando no comando do DC Studios. Sneider foi direto ao ponto ao responder a pergunta sobre o futuro de Gunn: "Ele vai. Ele acabou de estender o contrato. Ele vai".
E não é só isso que ajuda a entender por que Gunn e Safran parecem seguros no cargo. O CEO da Paramount Skydance, David Ellison, é apontado como alguém favorável à continuidade do atual planejamento do universo DC, até porque já se encontrou pessoalmente com os dois no set de filmagens de Homem do Amanhã, um dos projetos mais aguardados da franquia.
E essa fusão também não é exatamente um processo tranquilo. A fusão, avaliada em US$ 111 bilhões, enfrenta desafios legais, e a Paramount concordou em não avançar com o negócio até que as questões judiciais sejam resolvidas ou até 1º de junho de 2027. Enquanto isso não acontece, o atraso pode custar à Paramount cerca de US$ 6,9 milhões por dia a partir de 30 de setembro, valor devido aos acionistas da Warner Bros.
A situação já teve avanço recente no Reino Unido, onde a aquisição recebeu luz verde da Autoridade de Concorrência e Mercados do país, que considerou não haver aspectos concorrenciais que exijam intervenção adicional. Já nos Estados Unidos, o processo segue travado na Justiça, com a juíza Araceli Martínez-Olguín prorrogando a ordem de restrição temporária que impede o fechamento do negócio.
Se a fusão for concluída, a ideia é que Paramount e Warner Bros. operem como estúdios praticamente independentes dentro do mesmo grupo, com compromisso de produzir 15 filmes por ano cada um e janelas de 45 dias antes do lançamento em plataformas digitais. Para quem só quer saber se o universo DC de Gunn e Safran vai continuar de pé, por enquanto o sinal é verde.



