Com a estreia de Lanternas na HBO, muita gente ficou curiosa sobre algo que os fãs de quadrinhos já conhecem bem: o sistema de anéis de poder baseado em emoções. A série com Kyle Chandler como Hal Jordan e Aaron Pierre como John Stewart usa esse conceito como base da mitologia, então vale a pena entender do que se trata.
A ideia central é o chamado Espectro Eletromagnético Emocional. Cada cor de anel está ligada a um estado emocional diferente, e os portadores são escolhidos justamente por encarnarem aquela emoção com mais força do que qualquer outro ser no setor do universo que lhes foi atribuído.
O que cada cor representa
O verde é o mais famoso porque é a base de tudo. Os Lanternas Verdes são movidos pela força de vontade, e essa é a emoção central do espectro — fica bem no meio, equilibrando as forças mais extremas dos dois lados. Hal Jordan, John Stewart, Guy Gardner e Kyle Rayner são os rostos humanos mais conhecidos do grupo nas HQs.
Do lado mais quente do espectro, temos o vermelho, que representa a raiva. Os Lanternas Vermelhos são dominados por um ódio tão intenso que o anel literalmente substitui o coração deles, e eles cospem plasma de luz vermelha. Sinestro Corps, os amarelos, usam o medo — tanto causam medo nos outros quanto são capazes de canalizá-lo como arma. Sinestro, ex-Lanterna Verde e um dos maiores vilões da DC, fundou essa tropa depois de ser expulso da corporação original.
No laranja fica a ganância, representada por Larfleeze — e só por ele. A brincadeira é que a ganância é tão absoluta que Larfleeze não compartilha o anel com ninguém. Tecnicamente há outros Lanternas Laranjas, mas são todos construtos criados por ele a partir de seres que derrotou.
Do lado mais frio, o azul é a esperança. É considerada a energia mais poderosa do espectro, mas também a mais difícil de controlar — e depende da luz verde para funcionar plenamente. Os Lanternas Azuis foram fundados pelos Guardiões exilados Ganthet e Sayd. Já o índigo representa a compaixão e pertence à Tribo Índigo, que consegue canalizar as energias de outros anéis — o que os torna guerreiros extremamente versáteis.
O violeta é o amor, e quem usa essa energia são as Estrelas Safiras. Diferente das outras tropas, elas não usam um anel tradicional — a fonte de poder é uma joia chamada Estrela Safira. E nos extremos absolutos ficam o preto e o branco: o preto está ligado à morte e à destruição, escolhendo portadores tomados por raiva, solidão e sede de vingança; o branco, por sua vez, representa a própria vida e aparece em momentos de crise cósmica nas HQs.
Por que isso importa na série
Lanternas na HBO faz questão de inserir toda essa mitologia em uma narrativa mais contida, com clima de thriller policial — claramente inspirada em True Detective. Hal e John investigam um assassinato em Rushville, Nebraska, e a trama se desdobra entre dois momentos no tempo. A série não abandona o lado cósmico da DC, mas usa o espectro emocional como pano de fundo para contar algo mais humano e denso. Faz sentido: afinal, toda aquela paleta de cores não é sobre alienígenas com poderes legais — é sobre o que move cada ser vivo no universo.



