O segundo episódio de Lanterns, chamado "Trust Fall", jogou uma bomba discreta no lore do Lanterna Verde e a galera que conhece os quadrinhos já está de queixo caído.
Tudo começa numa sessão de treinamento. Hal Jordan manda John Stewart tentar voar num estacionamento de motel — o básico do básico pra qualquer recruta. Só que John, em vez de decolar, manifesta acidentalmente um passarinho verde de luz dura que fica voando ao redor dele pelo resto do episódio.
Até aí pode parecer um tropeço bonitinho de novato. Mas o detalhe que muda tudo é o seguinte: o pássaro continua existindo mesmo depois de John tirar o anel. Isso não deveria acontecer. A regra fundamental dos Lanternas Verdes diz que qualquer construto desaparece assim que o usuário perde o foco, remove o anel ou fica sem carga. Ponto final.
A série vai além de só mostrar o fenômeno — ela faz questão de sublinhar que aquilo é anormal. Hal Jordan fica visivelmente surpreso. E quando Hal viaja até Oa pra conversar com Sinestro, o ex-Lanterna encarcerado na Sciencell demonstra muito mais interesse em John Stewart do que nos Manhunters. Sinestro chega a dizer que, se ainda existisse um Manhunter ativo, esse seria apenas o segundo maior problema de Hal. O maior seria outro.
A implicação é direta: John pode ser um prodígio com um nível de poder que vai além do que a Tropa espera de qualquer recruta. A habilidade de manter um construto vivo sem o anel é descrita na série como extremamente rara e avançada, algo que a maioria dos Lanternas simplesmente não consegue fazer.
Isso é um baita aceno para os fãs dos quadrinhos, já que John Stewart é um dos Lanternas Verdes mais poderosos da história do DC. Mas a série de James Gunn e Peter Safran está claramente construindo esse caminho com calma, transformando o que parecia um erro de novato num sinal de que aquele recruta vai surpreender muita gente ainda.



