Chicago Fire chega à 15ª temporada com cara de reboot, mas a NBC parece determinada a repetir o maior erro da história da série — e não é a primeira vez que isso quase acaba com tudo.
A saída mais dolorosa da vez é a de Joe Miñoso, o Joe Cruz original desde o episódio piloto. São 14 anos dentro do Firehouse 51, e agora o personagem vai embora em algum ponto da nova temporada. Junto com ele vai Dermot Mulroney, que vivia Dom Pascal — um rosto novo que nunca chegou a criar raízes de verdade com o público. Dois adeus de uma vez só, logo numa temporada que já começa com novo showrunner, Victor Teran, no lugar de Andrea Newman, que estava no comando desde o começo.
O problema não é perder personagens. Séries longas vivem disso. O problema é o que a NBC insiste em fazer depois: encher o buraco com gente nova antes de deixar quem já tá lá brilhar de verdade. Quando Jesse Spencer foi embora no episódio 200, levando Matt Casey consigo, a série ficou com um rombo enorme no centro. A saída de Eamonn Walker como Boden também deixou uma cicatriz. Cada vez que um pilar some, a resposta da emissora é apostar em novatos — e aí vem o ciclo de frustrações.
Para a 15ª temporada, a NBC já confirmou a chegada de Da'Vinchi, conhecido pelo papel em "BMF", como um novo bombeiro no Firehouse 51. Cara novo. Personagem desconhecido. A receita de sempre. A questão é que séries longas não crescem com estranhos — crescem com personagens em quem a galera já investiu emoção há anos.
O que a série precisava agora era de foco. Kelly Severide e Herrmann, por exemplo, estão aí, são queridos, têm história — e poderiam assumir espaços maiores sem precisar de reforço externo. A temporada estreia em 7 de outubro dentro do bloco One Chicago da NBC, entre Chicago Med e Chicago P.D., e a expectativa é alta justamente porque há um cliffhanger pesado para resolver depois da explosão no final da 14ª temporada. Mas se a história se repetir, o Firehouse 51 vai sair de um buraco e cair em outro.



