Cara, essa novela da compra da Warner Bros. Discovery ganhou mais um capítulo e dessa vez com acusação pesada envolvendo o governo Trump. Quem jogou a bomba foi John Malone, magnata da mídia e um dos grandes acionistas da WBD, durante um evento do Paley Center for Media.
Segundo Malone, a administração Trump avisou a Netflix que a proposta de compra da Warner simplesmente não teria aprovação regulatória nos Estados Unidos. Ele contou que a Netflix estava prestes a seguir em frente com o negócio quando recebeu esse recado da Casa Branca, e foi isso que fez a gigante do streaming recuar.
A linha do tempo bate com o que já se sabia. O co-CEO da Netflix, Ted Sarandos, foi até a Casa Branca se reunir com autoridades em fevereiro deste ano, e a empresa desistiu da proposta no mesmo dia. O detalhe é que a Netflix ainda tinha quatro dias para responder à última oferta da Paramount, mas preferiu sair logo da disputa.
Malone também revelou que existiam opiniões divergentes dentro da própria Warner sobre essa saída da Netflix. Ele disse que teria gostado de ver um resultado diferente, mas reconheceu que para os acionistas o desfecho acabou sendo mais do que suficiente.
Agora, a versão oficial da Netflix é bem diferente. Sarandos disse depois à Bloomberg que Donald Trump foi completamente neutro na negociação e que o verdadeiro motivo da desistência foi a Warner ter considerado a oferta da Paramount superior à da Netflix.
Vale lembrar que esse imbróglio todo rendeu meses de disputa regulatória. O Departamento de Justiça americano anunciou em junho que não ia contestar a transação, mas a Califórnia e outros onze estados entraram na jogada em julho questionando o negócio. Só no mês passado é que veio o acordo que liberou de vez a fusão entre Paramount e Warner.
No fim das contas, seja por pressão política ou por uma oferta simplesmente melhor, quem saiu ganhando foi a Paramount Skydance, comandada por David Ellison, que já fechou a aquisição da Warner Bros.



