A DC sabe quando precisa dar um novo fôlego a um personagem. Depois do evento DC K.O., o Flash ganhou uma equipe criativa completamente nova a partir do número 31, lançado em março de 2026 — e a recepção foi absurdamente positiva.

Quem está na caneta é Ryan North, escritor premiado com Eisner e conhecido pelo trabalho em The Unbeatable Squirrel Girl e Fantastic Four. Nos desenhos, Gavin Guidry, que já passou por Birds of Prey e JSA. É a primeira vez que North toca numa série regular da DC com personagens do universo principal, e cara, a estreia foi impecável.

A primeira fase da dupla joga Wally West numa bagunça deliciosa: uma trend viral onde pessoas se colocam em perigo de propósito só pra serem salvas pelo Flash e embolsar dez mil dólares gravando tudo. O herói passa a correr em círculos tentando salvar gente que não necessariamente quer ser salva da forma que ele gostaria. É o tipo de ideia que parece simples, mas diz muito sobre o personagem e sobre o mundo em que vivemos.

O que chama atenção é como North equilibra ciência, humor e emoção sem deixar nada pesar demais. Wally West é retratado como pai de família, marido e herói ao mesmo tempo — sem que nenhuma dessas facetas sufoque a outra. Guidry, por sua vez, imprime uma energia contagiante nas páginas, especialmente nas sequências de corrida, onde o Speed Force parece palpável.

Com seis números no mercado, a série já acumula elogios de críticos e leitores de quadrinhos. A AIPT Comics chegou a afirmar que dá pra prever essa fase se tornando uma das favoritas entre os fãs do personagem. Para quem estava de fora da série, o número 31 funciona como uma entrada perfeita — North e Guidry fizeram questão de acolher novos leitores sem jogar um muro de lore na cara de ninguém.

Se a DC precisava de uma aposta certeira para o Flash em 2026, essa dupla entregou exatamente isso.