Se você curte a violência absurda e sem filtro de The Boys misturada com a brutalidade estilizada de John Wick, existe um jogo de 2003 que foi praticamente feito pra você — e ele está voltando do túmulo.
Manhunt, o stealth game desenvolvido pela Rockstar North, foi um dos títulos mais controversos da história dos videogames. Lançado em novembro de 2003 para PlayStation 2 e depois para PC e Xbox, o jogo colocava o jogador no papel de James Earl Cash, um condenado à morte obrigado a executar criminosos da maneira mais brutal possível enquanto um voyeur sádico assiste tudo. O resultado foi um escândalo em escala global: o jogo foi banido na Nova Zelândia, na Austrália e em outros territórios por conta do nível extremo de violência.
Agora, décadas depois de causar pânico moral em todo o mundo, Manhunt vai ganhar uma segunda vida nas plataformas modernas. Uma campanha no Kickstarter conseguiu o financiamento necessário para viabilizar o projeto, e o remake promete chegar com armas mais impactantes, NPCs com inteligência artificial mais elaborada e tempos de carregamento muito menores.
A comparação com The Boys e John Wick não é forçada. A série da Amazon Prime construiu fama exatamente por mostrar superheroísmo sem romantismo — violência real, consequências reais e um humor negro que deixa o estômago embrulhado. John Wick, por sua vez, elevou a coreografia de combate a uma forma de arte visceral. Manhunt sempre habitou esse mesmo espaço, só que num videogame de 2003 que o mundo tentou apagar.
O fato de uma campanha de crowdfunding ter conseguido ressuscitar esse projeto diz muito sobre o apetite do público por experiências que não pedem desculpa pelo que são. A galera claramente não esqueceu — e quer mais.



