Tem coisa mais difícil do que ser fã de Sega? A pergunta não é retórica. A coluna semanal This Week in Games, da Anime News Network, dedicou sua edição de setembro de 2026 inteirinha para falar de Phantasy Star Universe — e cara, o negócio mexe com qualquer um que viveu aquela era.

PSU chegou em 2006 desenvolvido pela Sonic Team como a grande evolução do lendário Phantasy Star Online, aquele RPG de ação do Dreamcast que foi pioneiro no multiplayer online em console lá em 2001. A Sega sabia que precisava modernizar a fórmula: World of Warcraft tinha redefinido o que um MMORPG precisava ser, e o público queria mais. Então vieram modo offline com história própria, um universo inédito chamado Gurhal e o protagonista Ethan Waber tentando entrar na GUARDIAN, uma tropa de elite de manutenção da paz.

No papel, era tudo o que o fã de Phantasy Star queria. Na prática, PSU acumulou problemas que foram afastando a galera aos poucos. Os servidores do PC e do PS2 fecharam em 2010, e os últimos remanescentes no Xbox 360 japonês também foram encerrados anos depois. A tentativa de criar servidores privados pelos próprios fãs esbarrou na criptografia pesada da Sega — que, segundo os próprios jogadores, tornava PSU praticamente inquebrável, ao contrário do PSO original, que ganhou vida nova em servidores não-oficiais.

O que sobrou foi a saudade. E a coluna da ANN captura exatamente isso: aquela mistura de carinho genuíno com frustração de quem amou um jogo que não conseguiu cumprir tudo o que prometeu. Ser fã de Sega é assim — você aprende a segurar o choro.

A franquia Phantasy Star segue viva com Phantasy Star Online 2: New Genesis, que ainda recebe atualizações. Mas PSU ocupa um lugar especial na memória coletiva dos fãs, como aquele capítulo da história que poderia ter sido muito maior.