Phantom Blade Zero está cada vez mais perto de chegar nas mãos da galera e, com isso, os bastidores do jogo estão sendo destrinchados em entrevistas recentes. A S-Game, estúdio responsável pelo título, abriu o jogo sobre a participação de Donnie Yen no projeto, sobre um modo roguelike escondido e sobre a filosofia estética que batizaram de Kung Fu Punk.
Começando pelo nome mais chamativo da lista: Donnie Yen não está só de enfeite no projeto. A lenda do kung fu atua como consultor criativo do sistema de combate desde 2023, além de ter feito captura de movimento para um personagem chave do jogo. É o tipo de parceria que explica por que as coreografias de luta parecem ter saído direto de um filme de Hong Kong da era de ouro, só que roteirizadas pelo jogador em tempo real.

Falando em combate, a equipe reforçou que nada ali é decorativo. Em entrevista, o desenvolvedor Will Chen explicou que até a luta da carroça na abertura do jogo, que parece ter sido feita especificamente para impressionar visualmente, usa o mesmo sistema de combate do resto do jogo, apenas com um ângulo de câmera mais cinematográfico. Não tem QTE escondido ali, é tudo jogabilidade pura.
O tal modo roguelike também virou assunto. A narrativa principal apresenta Soul, o protagonista, como um guerreiro que tem apenas 66 dias de vida para provar sua inocência e desvendar uma conspiração. Só que esse número de 66 não é só flavor text. Segundo Chen, ao selecionar especificamente o chamado modo dos 66 dias, o jogo entra num estilo roguelike, dando ao jogador 66 vidas limitadas para tentar completar a aventura. Outras coberturas da imprensa internacional também confirmaram esse modo extra, que é destravado depois que o jogador termina a campanha principal, dando um fôlego extra de replay pra quem quiser se punir ainda mais.
E chegamos no conceito que dá nome a tudo isso: o Kung Fu Punk. A ideia do estúdio é fundir artes marciais ancestrais chinesas com estética steampunk, misturando espada e tradição wuxia com máquinas e metal. É um mundo onde leis antigas convivem com ferro e fumaça, criando uma identidade visual bem particular pro game.

Sobre números e conteúdo, o jogo promete ser generoso. O arsenal inclui mais de 30 armas principais e 25 armas secundárias chamadas Phantom Edges, com sistema de progressão que permite recuperar materiais investidos em equipamentos pra reinvestir em outros. A dificuldade também é ajustável, com opções que vão de mais acessível até níveis bem mais punitivos pra quem gosta de sofrer.
Phantom Blade Zero chega em 29 de outubro de 2026 para PlayStation 5 e PC, depois de o estúdio ter adiado a data original de setembro pra dar mais polimento ao jogo. A expectativa é alta, e com Donnie Yen por trás das coreografias, dá pra entender o motivo.



