Cara, se você já achava o PS5 Pro caro, se prepara. O papo agora é que o PS6 pode chegar custando mais de mil dólares, e isso muda completamente a ideia que a gente tem de console de videogame.
O motivo todo mundo já sabe: componentes de memória e armazenamento dispararam de preço por causa da corrida da inteligência artificial. As fábricas de chips estão priorizando servidores de IA e deixando a produção de eletrônicos de consumo em segundo plano. Resultado? O custo de fabricação do PS6 só em peças já teria saltado de forma brutal em poucos meses.
De acordo com vazamentos, o custo de fabricação do PS6 já teria subido de cerca de US$ 760 em março para perto de US$ 960 pouco tempo depois, por conta da alta nos preços de DRAM e SSD puxada pela demanda de inteligência artificial. E olha que esse valor é só o custo bruto dos componentes, sem contar frete, armazenagem, marketing e a margem das lojas.
Historicamente, empresas como a Sony vendem o hardware no prejuízo pra depois recuperar o dinheiro com jogos e assinaturas, mas esse subsídio costuma ficar só na faixa de cem a duzentos dólares por aparelho. Se o custo de fabricação já está perto dos mil dólares, dá pra imaginar que o preço final nas lojas vai estourar essa marca, provavelmente fechando em 999 dólares por aquela velha estratégia de marketing psicológico.
Analistas da indústria também estão batendo na mesma tecla. Segundo o pesquisador Joost van Dreunen, em entrevista ao GamesRadar, a gente está caminhando rápido pra um mundo onde um console de mil dólares vai ser normal e jogar em casa vira um gasto de luxo. O consultor Serkan Toto concorda e também acredita que um preço de 999 dólares pra pelo menos uma das versões do PS6 não é nada impossível.
A pressão não é exclusiva da Sony, não. A crise de memória também afeta o próximo Xbox, apelidado de Project Helix, e o mercado inteiro de hardware gamer está sentindo o aperto da demanda por chips de IA.
Do lado oficial, a Sony segue irredutível no discurso de cautela. O próprio CEO, Hiroki Totoki, já afirmou que a empresa ainda não decidiu nem o momento do lançamento nem os preços do novo console, e que pretende observar como a situação do mercado evolui antes de bater o martelo. Ou seja, nada de data ou valor confirmado ainda, mas o temor de um PS6 de luxo já está instalado entre quem acompanha a indústria.
Se esse cenário se confirmar, o impacto no Brasil tende a ser ainda mais pesado, já que impostos de importação, logística e margem de revenda costumam inflar bastante o preço final por aqui em comparação com a conversão direta do dólar.



