O novo filme de Resident Evil chegou às telas e já fez história. O reboot dirigido por Zach Cregger abriu com US$ 60,2 milhões só nos Estados Unidos e mais US$ 48,3 milhões no exterior, totalizando US$ 108,5 milhões no fim de semana de estreia mundial. É o maior lançamento dos 24 anos de história da franquia no cinema, superando Resident Evil: Afterlife, que tinha o recorde doméstico anterior com US$ 60,1 milhões.

Por que esse filme explodiu assim?

O nome de Zach Cregger tem tudo a ver com isso. O cara que assombrou o público com Barbarian em 2022 voltou a apavorar a galera em 2025 com Weapons, que arrecadou impressionantes US$ 270 milhões no mundo todo com um orçamento de apenas US$ 38 milhões. Quando a Sony anunciou que era ele quem estaria no comando do reboot de Resident Evil, a expectativa foi às alturas — e o público respondeu na hora.

O elenco também ajudou a criar burburinho. Austin Abrams protagoniza o filme como Bryan, um entregador médico que aceita uma corrida até Raccoon City durante uma nevasca intensa e sem saber que está entrando de cabeça num surto monstruoso causado por um vírus que escapou do controle. Paul Walter Hauser, Kali Reis e Zach Cherry completam o time, trazendo peso e credibilidade ao projeto.

Outro fator decisivo foi o distanciamento do legado anterior. A Sony e a Constantin Film trataram esse reboot como uma página completamente virada em relação às produções com Milla Jovovich. Nada de continuidade, nada de lore amarrado em seis filmes anteriores. O resultado é algo que tanto os fãs de longa data da Capcom quanto quem nunca jogou ou assistiu ao anterior consegue curtir sem precisar de um manual.

A proposta narrativa também é mais contida e tensa do que os filmes antigos — 95 minutos de puro sufoco num cenário claustrofóbico, sem a inflação de personagens e subtramas que pesou nos títulos mais antigos da franquia. Cregger sabe construir horror de verdade, e foi exatamente isso que o público queria ver numa adaptação de Resident Evil.

A Sony inicialmente projetava uma abertura de cerca de US$ 40 milhões. Chegar ao dobro disso só na América do Norte é o tipo de resultado que raramente acontece com o oitavo filme de uma franquia de horror. O estúdio acertou na escolha do diretor, e o mercado respondeu com clareza.