Pega aquela sensação de "e se" e multiplica por mil, porque Resident Evil Requiem quase saiu bem diferente do que a gente vai jogar. O produtor Masachika Kawata revelou que o game nasceu com planos de ser um título online, e só depois a Capcom decidiu voltar as raízes do terror da franquia.

A informação não é exatamente nova pra quem acompanha os bastidores da série, mas ganhou força agora com os comentários de Kawata. O diretor Koshi Nakanishi já tinha confirmado antes que os rumores eram verdadeiros. Segundo ele, a equipe chegou a testar conceitos de Resident Evil online e até Resident Evil open world, mas no fim das contas percebeu que não era bem isso que os fãs queriam ver ou jogar.

O protótipo chegou a rodar com assets reaproveitados de Resident Evil 2 e foi abandonado ainda na fase de vertical slice. Essa ideia de Resident Evil multiplayer não morreu completamente, já que ela deu origem ao conceito que mais tarde se tornaria Resident Evil Re:Verse.

Kawata também aproveitou pra explicar por que a Capcom demorou tanto pra revelar que Leon S. Kennedy estaria em Requiem. Segundo ele, manter o quadro completo do jogo em segredo, tanto o lado terror quanto o lado ação, ajudou a manter o interesse do público até o lançamento.

Faz sentido a Capcom ter puxado o freio nessa ideia. O próprio Nakanishi admitiu que, apesar dos conceitos interessantes do projeto online, a equipe concluiu que não era o que os fãs queriam ver ou jogar. Village já tinha mexido um pouco na fórmula com elementos mais de ação, e Requiem parece ser o movimento de volta pro terror de sobrevivência que fez a franquia ficar gigante.

Resident Evil Requiem é dirigido por Koshi Nakanishi, o mesmo nome por trás de Resident Evil 7: Biohazard, e promete historia dividida entre dois protagonistas jogáveis, a analista do FBI Grace Ashcroft e o veterano Leon S. Kennedy. O jogo chega em 27 de fevereiro de 2026 para PlayStation 5, Xbox Series X/S, PC e Nintendo Switch 2.