O sindicato que representa parte do pessoal da Wizards of the Coast tá crescendo rápido e já mandou um recado bem direto pra empresa: chega de empurrar inteligência artificial generativa goela abaixo dos times. A União Wizards of the Coast, apoiada pela Communications Workers of America e conhecida como UWOTC-CWA, nasceu lá em abril, mas começou pequena, só com o pessoal que desenvolve o Magic: The Gathering Arena.

Agora a história mudou de figura. As equipes de Dungeons & Dragons, D&D Beyond, Magic: The Gathering e Duel Masters anunciaram que também estão entrando pro sindicato, o que praticamente junta quase todo mundo que trabalha nos grandes nomes da Wizards debaixo do mesmo guarda-chuva. E não é pouca gente, viu. Estamos falando dos times responsáveis pelos dois maiores pilares da empresa.

O motivo central da encrenca é a pressão da liderança pra adotar LLMs e IA generativa no dia a dia de trabalho, sem ouvir quem realmente faz o jogo acontecer. No comunicado, o sindicato foi direto ao ponto: "Isso precisa parar; nossas equipes merecem uma política de IA robusta e aplicável, que esteja alinhada com nossos objetivos e valores".

Mas a lista de reivindicações não para na IA. A galera também tá pedindo salário justo, plano de saúde decente, proteção pra quem trabalha remoto e, olha que detalhe interessante, direito sobre o que cada funcionário cria fora do expediente. Faz sentido, cara, ninguém quer que um desenho feito em casa vire propriedade da empresa só porque a pessoa trabalha lá.

Agora a bola tá do lado da Hasbro e da Wizards of the Coast. O sindicato ampliado deu um prazo até 13 de outubro pra empresa reconhecer voluntariamente a nova configuração, e já entrou com um pedido formal de eleição sindical junto ao National Labor Relations Board, o órgão que cuida desse tipo de disputa trabalhista nos Estados Unidos.

A relação entre Wizards e o movimento sindical já vem de um clima meio tenso. Em maio, tanto a Wizards quanto a Hasbro deixaram passar o prazo pra reconhecer o sindicato só do time da Arena, mesmo assim os trabalhadores venceram a eleição em junho. Na época, a empresa chegou a mandar uma carta avisando que se sindicalizar poderia resultar em "mais, o mesmo, ou menos" benefícios, reforçando que prefere conversar direto com cada funcionário. Parece que dessa vez o recado não convenceu muita gente.