O Spotify anunciou que vai começar a pagar criadores brasileiros de videocasts diretamente pela plataforma. A novidade é o Spotify Partner Program (SPP), que chega ao Brasil em 19 de outubro e representa, segundo a própria empresa, a maior expansão do programa desde que ele foi lançado em janeiro de 2025.

O modelo funciona de forma parecida com o que o YouTube já faz há anos: a plataforma repassa dinheiro para os criadores baseada no tempo de reprodução dos videocasts assistidos por assinantes Premium. Além disso, o programa também abre espaço para anúncios automáticos nos episódios consumidos por usuários do plano gratuito — e os patrocínios fechados diretamente com marcas continuam sendo 100% do criador.

O Brasil não é o único a entrar na festa. O SPP está sendo expandido para mais de 35 mercados ao mesmo tempo, incluindo México, Colômbia, Espanha e Itália. Mas o país tem peso especial nessa jogada: segundo dados do próprio Spotify, a audiência mensal de videocasts no Brasil cresceu 60% em um ano, e o formato já responde por um terço de todas as horas de podcast consumidas na plataforma por aqui. Em cinco anos, o consumo total de podcasts cresceu 126%.

Para entrar no programa, o criador precisa cumprir alguns requisitos. O podcast tem que estar hospedado no Spotify for Creators, ter endereço legal no Brasil, atingir pelo menos mil membros de público dentro da plataforma e acumular 2 mil horas de reprodução nos últimos 30 dias — com no mínimo três episódios publicados. A adesão não é automática: é necessário enviar uma candidatura para análise.

Criadores que usam o Megaphone como plataforma de hospedagem precisam consultar um representante para verificar a elegibilidade. Nos episódios em vídeo de quem estiver no programa, os assinantes Premium vão assistir sem anúncios dinâmicos inseridos pelo Spotify.