O DCU acaba de ganhar sua segunda entrada com Supergirl, e o filme dirigido por Craig Gillespie é daqueles que recompensam quem presta atenção. São mais de 50 easter eggs e referências espalhados pelos frames — e boa parte deles vai passar batido em uma primeira sessão.
A base da história é a aclamada HQ Supergirl: Woman of Tomorrow, escrita por Tom King com arte de Bilquis Evely. E os criadores não economizaram nas homenagens: até os nomes dos planetas visitados por Kara escondem tributos. O planeta Holzherr, por exemplo, leva o nome de Brittany Holzherr, a editora da DC Comics responsável por dar forma à série original. Já o planeta Bilquis é uma referência direta à artista Bilquis Evely.
Tem coisa escondida até no Planeta Diário. As manchetes do Daily Planet que aparecem rapidinho na tela trazem créditos de jornalistas e fotógrafos que, na verdade, são membros da equipe de produção do filme. Uma das matérias cita Romita Lake, um aceno ao artista John Romita Jr., e outra menciona o Metropolis Mammoths, um time de hóquei que estreou nos quadrinhos lá em 1990 no Atlas of the DC Universe.
Milly Alcock carrega o papel de Kara com uma energia crua e intensa — e a narrativa do filme se passa em paralelo aos eventos de Superman (2025), não depois deles. David Corenswet aparece como Clark Kent, reforçando a continuidade do DCU e retomando diretamente a cena pós-créditos do filme anterior, quando Kara buscava Krypto na Fortaleza da Solidão. A propósito: neste universo, Krypto é cão da Kara, não do Superman.
Jason Momoa também marca presença como Lobo, o Main Man em toda a sua glória caótica — com a moto Spacehog e o visual pesado de couro exatamente como nos quadrinhos. E, sim, Seth Rogen empresta a voz para um atendente de ônibus intergaláctico.



