Andrew Garfield tá vivendo um pesadelo de bilheteria que parece não ter fim. The Uprising, drama histórico dirigido por Paul Greengrass, abriu com apenas US$ 3,25 milhões em 2.068 salas norte-americanas — um número fraco pra qualquer padrão, especialmente considerando o orçamento de produção de US$ 20 milhões do filme. E aí veio o segundo fim de semana, que só piorou a situação, consolidando mais uma queda histórica na carreira do ator.
Esse padrão já virou rotina. The Uprising marcou a segunda vez em três semanas que um filme com Andrew Garfield registrou uma das menores estreias da carreira dele em lançamento amplo — um feito que ele nunca tinha conseguido antes de 2026. Antes disso, ainda em 2026, The Magic Faraway Tree, outro lançamento do ator, havia aberto com míseros US$ 1,3 milhão. Ou seja, dois fracassos históricos no mesmo mês.
O estúdio ainda tentou dar uma relançada no marketing do filme, apostando na conexão da história com a lenda de Robin Hood nas semanas antes da estreia. Não adiantou nada. The Uprising recebeu críticas mistas e marcou 52% de aprovação entre os críticos no Rotten Tomatoes, com 65% vindo do público.
O que torna tudo isso mais surreal é o currículo de Garfield. O ator tem duas indicações ao Oscar e é o mesmo cara que esteve em Spider-Man: No Way Home. Mesmo assim, fora do universo do Homem-Aranha, as bilheterias simplesmente não aparecem. The Uprising conta com um elenco de peso, incluindo Tom Hollander, Jamie Bell, Stephen Dillane e Katherine Waterston, além de ser assinado por Paul Greengrass, o diretor de Captain Phillips e The Bourne Ultimatum. Talento na tela e atrás das câmeras, mas o público não foi às salas.
A Screen Rant apontou que essa queda no segundo fim de semana representa a quarta vez em cinco anos que Garfield enfrenta uma derrocada histórica de bilheteria doméstica. O dado é pesado. Não é azar, é um padrão que o mercado tá deixando claro: sem a teia do Aranha, o apelo de Garfield sozinho ainda não segura uma abertura ampla nos EUA.



