A The Witcher 3: Wild Hunt – Remastered já está no ar, cara, e o melhor: de graça pra quem já tinha o jogo. A atualização chegou nesta terça-feira, 29 de setembro, direto pra quem possui o game no GOG, na Steam, na Epic Games Store, no PlayStation 5 e no Xbox Series X|S. Quem tem a versão de Switch original também ganhou upgrade sem pagar nada pra rodar no Switch 2.

E não para por aí. A CD Projekt RED aproveitou o embalo e colocou o jogo pela primeira vez no Battle.net e na Microsoft Store, essa última como título Xbox Play Anywhere. Nas lojas onde já rodava, o Remastered simplesmente virou a edição padrão, tomando o lugar da Complete Edition. Isso significa que as expansões Hearts of Stone e Blood and Wine agora vêm de brinde até pra quem só tinha o jogo base.

Gráficos novos e path tracing

Visualmente é outro jogo. A produtora refez texturas de cenários, NPCs e monstros, deu um trato pesado na vegetação e reformulou iluminação, renderização e ray tracing do zero. No PC rolou path tracing, que segundo a própria CD Projekt RED entrega a versão mais bonita de The Witcher 3 já feita. Já quem tem PS5 Pro ganhou suporte ao PSSR e consegue rodar a 60 quadros por segundo com ray tracing ligado, combinação que até pouco tempo era osso no console.

Habilidades, animações e mods

A progressão do Geralt também mudou de cara. O sistema de habilidades agora funciona em árvore, com cada habilidade tendo três níveis e exigindo pré-requisitos pra desbloquear, no lugar de simplesmente gastar pontos soltos. Só que atenção: os pontos de habilidade foram zerados com a atualização, então prepare-se pra redistribuir tudo de novo. Por baixo do capô, o jogo passou a rodar em DirectX 12 nativo com multithreading, o que ajuda tanto no desempenho quanto na qualidade gráfica geral.

Os detalhes de animação também receberam carinho. Geralt e Roach ganharam novos movimentos, incluindo finalizações e poses de espera inéditas, além de melhorias em saltos, escaladas e na movimentação durante o combate. A meditação agora mostra um timelapse em vez daquela tela de interface simples, e o mapa foi reorganizado pra facilitar a troca entre missões que você está acompanhando. Nos consoles, a grande novidade é o suporte a mods, recurso que até então ficava restrito ao PC.

No Switch 2 a história é ainda mais especial, porque o jogo ganhou uma versão nativa com controle de movimento, giroscópio, modo mouse e comandos por toque.

O que vem por aí

Esse relançamento não é só nostalgia. Ele prepara o terreno pra Songs of the Past, a terceira expansão da franquia, prevista pra 2027. O desenvolvimento do Remastered contou com parceria da Yigsoft, e dá pra ver que a CD Projekt RED está usando esse momento pra manter Geralt de Rívia relevante enquanto o estúdio trabalha em The Witcher IV. Quem nunca jogou ou quer voltar pra Velerad tem motivo de sobra pra encarar o mapa de novo.