Seis anos depois do lançamento, o PS5 finalmente chegou num ponto em que dá pra chamar de console maduro de verdade. Não é exagero, não. Por um bom tempo o bicho sofreu com falta de exclusivos de peso e um sistema operacional que parecia só uma skin nova em cima do PS4. Mas 2026 mudou bastante esse cenário.
A PS Store brasileira parou de cobrar IOF nas compras digitais, o que já é um alívio e tanto no bolso. O sistema ganhou organização de biblioteca por pastas, resumos de jogatina e até guias contextuais direto na tela inicial — coisas que deveriam ter estado lá desde o começo, mas chegaram. Tarde, porém chegaram.
O catálogo também não dá mais pra ignorar. Novas entradas em Resident Evil, o retorno de Silent Hill e de 007 aos videogames, Death Stranding 2 e uma série de novos títulos como Stellar Blade e Clair Obscur: Expedition 33 deixaram a biblioteca bem mais recheada. Sem contar o PS Plus, que segue entregando um mix de clássicos e lançamentos recentes pra quem é assinante.
Quem tem uma coleção grande no PS4 também não precisa ter medo da troca: a retrocompatibilidade total significa que você faz login na mesma conta e toda a sua biblioteca tá lá, muitas vezes rodando com carregamento mais rápido e frame rate mais estável graças ao SSD e ao hardware mais potente.
Do outro lado da balança, o PS4 tá claramente no fim da linha. Vários estúdios já sinalizaram que vão encerrar o suporte à plataforma ao longo de 2026, seguindo o caminho do Genshin Impact. A Sony, que vendeu mais de 80 milhões de unidades do PS5 até agora, não depende mais do hardware anterior pra atingir a base de jogadores.
Tem o ponto do preço, claro. O PS5 base subiu pra R$ 5.099,90 e o PS5 Pro chegou a R$ 7.499,90 no Brasil, com reajuste aplicado em abril de 2026. Não é barato, mas considerando que o PS6 deve chegar entre 2027 e 2028 — a Sony já confirmou que o PS5 está na segunda metade do seu ciclo de vida —, a janela pra aproveitar o investimento ainda é confortável.
Se você ainda tá com o PS4 na mesa em 2026, a pergunta não é mais "vale a pena trocar?". A pergunta agora é quanto tempo mais dá pra adiar.



