Borderlands 4 ficou mais de um ano carregando o Denuvo e, do nada, parece que esse peso sumiu. A atualização 1.11, lançada em 22 de outubro, trouxe uma mudança que não apareceu em nenhuma nota oficial de patch, mas que a galera de detetive de arquivo descobriu rapidinho.
A pista que entregou tudo foi o tamanho do executável. Segundo dados do SteamDB, o Borderlands4.exe encolheu cerca de 171,69 MB depois do update, redução clássica de quem tira uma camada de proteção anti-pirataria pesada como o Denuvo. Investigadores da comunidade, como o ExploredFiction, também relataram que os pacotes do Denuvo simplesmente sumiram dos arquivos do jogo.
O problema é que nem a 2K Games nem a Gearbox Software confirmaram nada até agora. A página do jogo na Steam, inclusive, ainda lista o Denuvo como proteção de terceiros, então rolou aquele silêncio estranho que deixa tudo mais circunstancial do que oficial.
Mesmo sem confirmação, jogadores já saíram testando. O criador EpicNNG, que também ajudou a reviver o projeto fã Borderlands Online, rodou o jogo em 1440p com configurações médias e viu a taxa de quadros saltar de cerca de 50 FPS para a faixa de 70 a 80 FPS. Só que tem um porém: o próprio update 1.11 trouxe outras otimizações de desempenho, então não dá pra colocar toda a melhora na conta só da saída do Denuvo. Outros jogadores, inclusive, continuaram relatando quedas bruscas de frame rate mesmo depois do patch.
Vale lembrar que o Denuvo saiu, mas a proteção não evaporou de vez. O jogo ainda roda com o Symbiote, sistema de DRM próprio da 2K, então quem esperava um Borderlands 4 totalmente livre de travas vai se decepcionar um pouco.
Como era de se esperar, a brecha não durou nem um suspiro. Assim que a possível remoção veio à tona, o grupo RUNE lançou uma versão não oficial do jogo circulando pela cena de crackeamento, aproveitando a ausência da proteção no executável.
Borderlands 4 chegou para PC, PlayStation 5 e Xbox Series X|S em setembro de 2025. Cortar o Denuvo depois de mais de um ano de mercado segue um padrão que já virou rotina entre publicadoras: manter a proteção enquanto as vendas estão quentes e tirar quando o retorno já não compensa o custo da licença.



