A pergunta que ninguém fez mas todos precisavam da resposta chegou: dá pra jogar Doom dentro do MS Paint? Mark Russinovich, o CTO da Microsoft Azure, decidiu que sim, e ainda fez isso direito.

O projeto se chama DoomPaint e já está disponível no GitHub sob licença MIT. A ideia é simples na cabeça e absurda na prática: o motor do Doom — via ViZDoom — roda em modo "headless", ou seja, sem interface gráfica nenhuma. Cada frame renderizado é jogado na área de transferência do Windows e colado no Paint como se fosse uma edição normal de documento. O Paint não computa nada. O Paint nunca computou nada. Esse é o chiste, nas palavras do próprio Russinovich.

Na resolução original de 320x200 pixels, o DoomPaint consegue manter 35 FPS — que é exatamente a taxa nativa do jogo. Dá também pra rodar em 640x400 pixels, mas aí a coisa fica mais lenta. Os sons e a trilha sonora estão incluídos no projeto, então sim, você escuta o Doom enquanto o Paint vai sendo "pintado" quadro a quadro.

O projeto usa o arquivo DOOM1.WAD original da versão shareware junto com assets do Freedoom, licenciados sob BSD, pra cobrir os episódios que não estão na versão gratuita.

Além de rodar o jogo, o hack tem um bônus acidental genial: como cada frame colado vira um passo do histórico de desfazer do Paint, pressionar Ctrl+Z literalmente volta no tempo dentro do jogo. Levou um tiro? Ctrl+Z. Morreu? Ctrl+Z. É praticamente uma mecânica de save state gratuita.

Russinovich lançou o DoomPaint em agosto de 2025. Pra quem quiser tentar, o repositório está público no GitHub com instruções de instalação.