A MicroProse tem um novo jogo no catálogo e ele é exatamente o tipo de coisa que faz a cabeça de quem curte Anno 1800, Satisfactory ou Dyson Sphere Program. Factory Default: Build, Trade, Repeat foi anunciado com data de lançamento para 8 de setembro de 2026, direto no Steam, em acesso antecipado.
O projeto é de um desenvolvedor solo chamado Chett Fitzgerald, e a proposta central já chama atenção: você administra um conglomerado industrial em escala planetária num modelo tridimensional da Terra, dividido em mais de 100 regiões inspiradas em países e uniões econômicas reais. Não é metáfora — você pode minerar lápis-lazúli no Afeganistão, refinar no Congo, fabricar semicondutores em Taiwan e vender nos Estados Unidos.
A cadeia de produção é absurdamente profunda: são mais de 675 recursos e produtos gerenciáveis, desde a extração de matéria-prima bruta até a manufatura de bens de alta tecnologia e a negociação de rotas comerciais globais. O diferencial em relação a outros jogos do gênero é o foco em decisões estratégicas em vez de microgerenciamento — sem esteira por esteira, sem planta por planta.
Conforme a empresa cresce, os desafios sobem junto. Dá pra negociar contratos com fornecedores, investir em pesquisa, gerenciar mão de obra e até moldar a reputação da sua corporação por meio de políticas. A árvore tecnológica dá acesso a novas indústrias e infraestruturas ao longo do jogo.
O endgame ainda promete megaprojetos, incluindo o chamado Projeto Ultima Mundi — que envolve, entre outras coisas, construir uma estação espacial e, eventualmente, um continente completamente novo. Sim, é ambicioso assim.
Um roadmap já foi divulgado junto com o trailer de data de lançamento. Quem já acompanha o jogo sabe que ele evoluiu bastante desde as primeiras versões no itch.io — o modelo de Terra plana foi abandonado ainda no início do desenvolvimento, dando lugar ao globo 3D explorável que define o jogo hoje.



