A Rockstar está repensando uma das mecânicas mais icônicas de toda a franquia. Em GTA 6, roubar um carro vai ser bem mais do que chegar, arrombar e sair acelerando. Rob Nelson, co-chefe de desenvolvimento da Rockstar North, confirmou a mudança em entrevista à IGN [VERIFICAR: a notícia original cita a Famitsu como fonte da entrevista, mas buscas apontam para IGN e canal TGG como veículos confirmados], e o que ele descreveu muda bastante a lógica que a gente conhece desde GTA III.

A ideia central é simples: nem todo veículo vai ser acessível da mesma forma. Alguns estarão destrancados ou com a chave na ignição, sem qualquer dificuldade. Outros vão exigir um slim-jim, aquela ferramenta fina que passa entre o vidro e a porta para arrombar o carro sem quebrar nada. E os modelos mais sofisticados? Esses vão precisar de um clonador de chaves — equipamento que Jason e Lucia não terão logo de cara, dependendo do progresso na campanha.

O celular dos personagens também entra nessa equação. Antes mesmo de tentar roubar um carro, a galera vai poder checar informações sobre o veículo, como presença de alarme, rastreador, valor estimado e qual ferramenta é necessária pra entrar nele. Isso coloca uma camada de estratégia que os jogos anteriores simplesmente não tinham.

Nelson deixou claro que a Rockstar queria abandonar a lógica dos jogos antigos, onde qualquer carro podia ser roubado na hora, sem cerimônia, com uma ligação direta automática. O objetivo agora é que o roubo de veículos seja parte da progressão, não só um atalho de mobilidade.

Mas calma: isso não significa que a franquia virou um simulador de ladrão de carro. Se Jason ou Lucia encontrarem um supercarro rodando pelas ruas de Vice Beach, ainda vai ser possível tentar pegá-lo na hora. A diferença vai estar nas consequências e na dificuldade do processo, não em uma trava absoluta. O carjacking clássico continua na mesa — só que com muito mais variáveis envolvidas.