A Sony deixou claro que não tem intenção de recuar. Lin Tao, CFO da empresa, confirmou durante a conferência de resultados do primeiro trimestre do ano fiscal de 2026, realizada em 31 de julho, que a produção de discos para jogos do PlayStation será encerrada em janeiro de 2028.
A novidade é que as publishers ainda poderão mandar caixinhas físicas para as lojas — só que sem disco nenhum dentro. No lugar do jogo gravado, vai vir um código digital. É a tentativa da Sony de manter o varejo na jogada mesmo depois que os discos sumirem de vez.
Quando questionada sobre como isso afeta a relação com as varejistas, Tao reconheceu que cada mercado tem suas particularidades regionais e disse que a Sony quer chegar a uma solução boa pra todo mundo. Mas deixou claro que o plano segue de pé.
Sobre a pressão dos jogadores — que inclui petições com mais de 300 mil assinaturas pedindo que a empresa recue — a executiva admitiu que a Sony está ouvindo o feedback, mas jogou o argumento de que boa parte da resistência vem de apego e nostalgia. A principal justificativa da companhia para a mudança é o avanço da digitalização de conteúdo em geral, movimento que, segundo Tao, vai muito além do PlayStation.
Resumo da ópera: a caixinha física vai continuar existindo nas prateleiras, mas vai ser só um envelope bonitinho pra um código. O disco virou história.



