A cena de jailbreak do PS5 virou bagunça geral nos últimos meses, e o motivo tem nome: Relapse. O exploit combina uma falha no navegador do sistema com uma brecha no kernel pra destravar o console por completo, e o estrago é grande. O exploit Relapse driblou as camadas de segurança do PS5 explorando falhas no navegador e no kernel do sistema, afetando praticamente todas as versões de firmware lançadas até setembro de 2026. Isso quer dizer que qualquer PS5 ou PS5 Pro que não tivesse atualizado o sistema virou alvo fácil pra rodar aplicativos homebrew e até jogos piratas.
A brecha apareceu no fim de setembro, quando o desenvolvedor Nathan Fargo soltou publicamente o Relapse cobrindo firmwares de 7.00 até 13.60, tanto no PS5 comum quanto no Pro. Antes disso, só rolava jailbreak em consoles bem antigos, então o Relapse abriu a porteira de vez pra galera do homebrew.
Com o console aberto, surgiram as lojas piratas. A mais famosa foi a Overdrive, um app que imitava a PlayStation Store só que de graça. Ele roda em PlayStation 5 destravados pelo jailbreak Relapse, imita a PlayStation Store e oferece jogos e DLCs de graça, com Battlefield 6 e Forza Horizon 5 no catálogo. O catálogo chegou a ter mais de 1.600 jogos listados, e o usuário baixava tudo com até 64 conexões simultâneas. A festa durou pouco. Os criadores do Overdrive receberam uma notificação de advogados da Sony em 13 de outubro, e a loja saiu do GitHub, embora cópias tenham voltado horas depois em outros repositórios.
O PS5SX2 e a volta do PS2
Além da pirataria pura, o jailbreak também abriu espaço pra preservação de games antigos. O PS5SX2 é um port do famoso emulador de PS2 PCSX2 feito pelo modder Sword, rodando direto no hardware do console sem precisar de PC. Desde a versão 2.01, lançada em 10 de outubro de 2026, o programa passou a ler discos originais de PS2 direto no leitor do PS5, com upscaling de até seis vezes a resolução original. O processador do console traduz o código do PS2 em tempo real, e a placa de vídeo desenha a imagem em até seis vezes a resolução original. É gente aproveitando o jailbreak pra fazer o que a Sony nunca quis oferecer de oficial, já que o PS5 nunca teve retrocompatibilidade nativa com PS2.
O problema é que nada disso funciona sem o console estar destravado, e é exatamente aí que entra GTA 6. Segundo um datamine feito pela conta PlayStation Game Size, a versão de lançamento de GTA 6 vai exigir pelo menos o firmware 14.10.00.00 pra rodar, que é justamente a atualização que fecha a porta do Relapse. Como o jogo chega em 19 de novembro de 2026, quem quiser jogar a novidade da Rockstar no dia do lançamento vai ter que atualizar o sistema e, com isso, perder o jailbreak de vez.
A Sony não ficou parada. Depois do firmware 14.00, que já tinha travado parte do Relapse em meados de setembro, veio o 14.10 em outubro trazendo mais correções de segurança, e agora a versão 14.20, lançada em 21 de outubro, cujas notas oficiais só falam em melhorias de mensagens e usabilidade de tela, sem citar nada sobre brechas de segurança. Pra quem tem PS5 modificado, a escolha agora é dura: ficar no firmware antigo pra manter o jailbreak e rodar coisas como o PS5SX2, ou atualizar pra jogar GTA 6 e usar a PSN normalmente. Não dá pra ter os dois ao mesmo tempo, pelo menos por enquanto.



