Rolou um rumor novo que pode bagunçar de vez a próxima geração de portáteis de video game. Segundo o pessoal do Digital Foundry, a Sony pode ter garantido uma espécie de vantagem com a AMD pra usar a arquitetura gráfica RDNA 5 no futuro PS6 portátil, conhecido internamente pelo codinome Canis. A informação coloca o aparelho da Sony um passo à frente de Xbox e Valve antes mesmo de ser anunciado oficialmente.
Quem trouxe a bomba foi Richard Leadbetter, cara por trás das análises técnicas do Digital Foundry, durante um episódio exclusivo do podcast pra assinantes do Patreon. Segundo ele, existem conversas de bastidores indicando que a Sony teria conseguido um acordo que deixaria o PS6 portátil como o único handheld equipado com um chip semi-personalizado baseado na arquitetura mais recente da AMD, enquanto a concorrência ficaria presa em tecnologia mais velha.
O que a RDNA 5 traria pro bolso da galera
A graça toda tá nas tecnologias ligadas ao chamado Project Amethyst, parceria entre Sony e AMD. A nova geração deve trazer Neural Arrays, Radiance Cores e Universal Compression, recursos que já foram mostrados junto do PS6 de mesa. Os Neural Arrays permitem que grupos de unidades de computação trabalhem juntos como um motor de inteligência artificial maior, o que ajudaria o portátil a entregar imagem mais nítida sem precisar renderizar tudo em resolução nativa. Já os Radiance Cores são hardware dedicado pra acelerar ray tracing, tornando a iluminação avançada mais barata de rodar, e a Universal Compression reduz o uso de memória, algo que faz toda diferença num aparelho que depende de bateria.
Os rumores de especificações do Canis falam em seis núcleos de CPU, sendo quatro Zen 6c e dois Zen 6 LP, além de 16 unidades de computação gráfica RDNA 5, 24 GB de memória LPDDR5X e um consumo que ficaria entre 15 e 25 watts. Insiders apontam uma janela de lançamento entre o fim de 2027 e o início de 2028, sempre acompanhando o lançamento do PS6 de mesa.
Exclusividade que não é bem um contrato fechado
Aqui mora o detalhe mais interessante: essa vantagem não viria de um contrato clássico de exclusividade travando a concorrência. A explicação é mais sobre dinheiro mesmo. A AMD estaria reservando o desenvolvimento de chips semi-personalizados de nova geração só pra clientes que conseguem garantir volumes de produção gigantescos, e a Sony, com seu histórico de vender console aos milhões, seria a aposta mais segura da fabricante. Rivais como Asus, Lenovo e a própria Valve correriam o risco de ficar em arquiteturas mais antigas por não conseguirem bancar esse pedido.
Um leaker chamado Kepler_L2 já tinha dito antes que a AMD exigiria pelo menos dez milhões de chips pra desenvolver um processador dedicado ao handheld da Microsoft, número que ajudaria a explicar por que o Xbox portátil não entraria na briga pela RDNA 5. Vale lembrar que nem tudo é unanimidade: o jornalista Jez Corden, do Windows Central, já rebateu essa teoria, afirmando que a estratégia da Microsoft pra portáteis estaria mais focada em apoiar o ASUS ROG Xbox Ally e melhorar o Windows pra jogos portáteis do que em brigar por chip exclusivo. Nem a AMD nem a Sony confirmaram publicamente qualquer compromisso de produção mínima ou acordo de exclusividade.
De qualquer forma, é bom lembrar que o PS6 portátil ainda nem foi anunciado oficialmente pela Sony. Então trata tudo isso como rumor forte, vindo de gente que costuma acertar, mas rumor é rumor até a Sony confirmar.



