A Blizzard abriu o jogo sobre World of Warcraft: Forever, o novo braço da franquia que estreia dia 4 de novembro de 2026 em todo o mundo. No Brasil, a liberação dos servidores está marcada para as 20h, no horário de Brasília. É a terceira linha permanente do MMO, convivendo lado a lado com o WoW moderno e com o Classic, e o acesso já vem incluso pra quem tem assinatura ativa ou Tempo de Jogo, sem precisar comprar nada separado pra jogar no lançamento.
O pulo do gato de Forever é que ele não é sobre os grandes heróis de Azeroth. A proposta é outra: contar a vida e a comunidade do mundo como um todo, não a saga épica de sempre. A ideia é deixar a jornada de nivelamento mais longa e apresentar a complexidade aos poucos, sem atropelar quem está começando agora.

Uma das grandes novidades é a raça Skyborne, elfos neutros que podem escolher entre Aliança e Horda na criação do personagem. Segundo o designer principal do projeto, a escolha por elfos não foi à toa: a equipe sabia que precisava trazer mais dessa espécie pro jogo porque ela sempre foi a mais popular historicamente na franquia, e as raças atuais da Horda e da Aliança na era Classic acabavam causando desequilíbrio entre as facções. Dá pra entender também por que a Blizzard evitou apostar numa raça monstro: boa parte da base de jogadores simplesmente não quer jogar com algo assim, preferindo opções mais parecidas com elfos de sangue ou elfos nobres.
No lançamento, o level cap fica em 60, com três zonas reimaginadas e conteúdo novo espalhado pelo mapa clássico. O primeiro conjunto de raides chega pouco depois, em 9 de dezembro, trazendo Profundezas do Túmulo pra grupos de 10, Cume de Hyjal pra 20 e o Covil de Onyxia pra 40 jogadores.

Sobre o ritmo das atualizações, a Blizzard deixou claro que vai pisar no freio comparado ao WoW moderno. A ideia não é inundar o jogo com conteúdo toda semana, mas manter uma cadência mais tranquila, prometendo seguir soltando zonas, raides e masmorras novas com o tempo, além de possíveis combinações inéditas de raça e classe no futuro.
O diretor de jogo Ion Hazzikostas também falou sobre o motivo de lançar mais uma versão do MMO: a aposta é atrair gente que não se sente bem servida pelo WoW atual nem pelo Classic, seja porque o jogo moderno não é bem o estilo da pessoa, seja porque o Classic já foi jogado ou parece datado demais pra quem nunca entrou em Azeroth. A meta declarada é fazer a base de jogadores crescer, não rachar a comunidade em pedacinhos.



